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Como devo lidar com meu Pet idoso?

Postado dia 9 de agosto de 2016 por



Mesmo com os avanços na medicina veterinária proporcionando mais qualidade de vida aos Pets e, consequentemente, prolongando a vida dos nossos amigos de quatro patas, a “terceira idade” é uma fase inevitável para os nossos parceiros que, infelizmente, envelhecem mais rápido que nós, humanos. Conforme o avanço da idade, alguns cuidados especiais são necessários para que o seu cão ou gato possa se tornar um Pet idoso com boa saúde e feliz até os seus últimos momentos.

Alimentação saudável e visitas regulares ao veterinário são fundamentais para o bom envelhecimento dos Pets. Um cachorro já é considerado idoso por volta dos 8 ou 9 anos de idade, apesar da idade em si ser muito relativa – cães de raças pequenas e médias são considerados idosos aos 8 anos, enquanto que raças grandes por volta dos 7 anos e gigantes, aos 6 anos. Vira-latas podem até ultrapassar os 15 anos de vida.

Com o passar dos anos, os cães mostram os sintomas de sua velhice. Eles perdem o interesse no que acontece ao seu redor, se tornam menos ativos e pouco entusiasmados, consomem mais água, urinam com frequência (ou param de urinar), podem ter diarreia ou prisão de ventre por mais de 3 dias, cansaço súbito, tremuras ou dificuldades de locomoção, pruridos, lesões persistentes na pele, mau hálito sistemático, perda de sangue nas fezes e urina, perda de peso e dentes, problemas renais e cardiovasculares, etc. Por isso é muito importante que o tutor esteja sempre atento a qualquer alteração no comportamento do seu Pet.

Já para os gatos a velhice é diferente, atuando de forma um pouco mais lenta, gradativa. Geralmente, considera-se a “terceira idade” dos gatos a partir de 9/10 anos. No entanto, é errado considerar que um gato com essa idade é um idoso. Lentamente o gato demonstra o “peso” da idade, mas sinais notórios de envelhecimento só vão aparecer alguns anos mais tarde, como diminuição das capacidades físicas, paladar, brilho do pelo e agilidade, sedentarismo, ganho de peso, perda de dentes, etc. Perda de peso, por exemplo, geralmente não é um bom sinal e, nesse caso, deve-se procurar um veterinário. A incidência de tumores malignos nos felinos também é maior em gatos idosos.

É importante para a saúde do Pet que ele continue ativo mesmo idoso, por isso, procure estimulá-lo respeitando os limites físicos da sua nova condição, pois assim ele continuará alegre e animado. Adequar-se à essa fase da vida requer o apoio constante do veterinário, para esclarecimentos simples como a alimentação correta, ou mais complexos, como medicações.

Um local confortável para o descanso também é importante. Evite deixar a caminha do seu cão em um lugar muito úmido ou que tenha muito sol ou vento. Fique atento para que a caminha ou casinha esteja em um local de fácil acesso para o Pet, já que sua mobilidade vai se reduzindo com o tempo.

As visitas ao veterinário ficam cada vez mais importantes com o passar dos anos. A saúde do cachorro idoso tem uma tendência a ser mais frágil, resistindo menos às infecções, o que pode propiciar o desenvolvimento de doenças como catarata, diabetes, etc. Monitorando a saúde do Pet de forma correta, vários problemas podem ser diagnosticados e tratados logo no seu início.

É bom lembrar que fatores genéticos e hábitos de toda uma vida, como a prática de atividades físicas, vacinação em dia, alimentação equilibrada, etc, contribuem para uma boa velhice do seu Pet.

É importante ainda ressaltar que não é porque um cão é idoso que ele não precisa tomar vacinas. O mesmo é válido para os gatos. Lembre-se sempre que as vacinas são grandes aliadas durante toda a vida do seu Pet e contribuem decisivamente para uma velhice mais saudável e serena.

Fonte de informações:

http://www.cachorrogato.com.br/cachorros/cachorro-idoso/

http://www.uniaozoofila.org/index.php%3Foption%3Dcom_content%26view%3Darticle%26id%3D69:a-terceira-idade-do-seu-gato%26catid%3D16:guia-de-adopcao-de-gatos%26Itemid%3D49