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Ortopedia e Traumatologia

Postado dia 13 de junho de 2016 por



A Ortopedia e a Traumatologia são especialidades médicas que estudam e lidam com as afecções relacionadas ao aparelho locomotor, envolvendo ossos, músculos, tendões, ligamentos e articulações, que podem ter origem congênita, traumática, adquirida, neoplásica, neurológica, infecciosa, autoimune e idiopática. A predisposição de enfermidades ortopédicas varia de acordo com a espécie (canina e felina), a raça e o porte do animal. O manejo nutricional (peso corpóreo e dieta), ambiental (pisos, escadas, móveis) e os exercícios físicos são fatores que influenciam diretamente no surgimento e na evolução da patologia.

As queixas principais que levam o proprietário a buscar orientação de um Médico Veterinário são a claudicação (“- Doutor (a), ele está mancando.”), a dificuldade de locomoção (“- Doutor (a), ele não consegue levantar.”) e/ou a dor (“- Doutor (a), ele grita quando vou pegá-lo no colo.”). As causas mais comuns desses sinais clínicos são fraturas ósseas, luxações articulares, rupturas ligamentares e lesões musculares, geralmente originadas de um traumatismo por atropelamento ou queda, ou por um movimento inadequado do corpo do animal durante uma atividade física. Em crescente incidência, estão as alterações congênitas (displasia e luxação) e as neoplasias. Menos frequentes são os problemas nutricionais e metabólicos, que podem comprometer o desenvolvimento das estruturas músculoesqueléticas, levando a uma deformidade e/ou fragilidade ósseas. As lesões na coluna vertebral também são frequentes e nem sempre são evidenciadas por paraplegia ou tetraplegia. Muitas vezes, a funcionalidade alterada de um único membro pode ser um dos primeiros sintomas de uma lesão medular.

Dessa forma, o exame ortopédico e neurológico se torna indispensável para um bom direcionamento diagnóstico.

O diagnóstico definitivo das afecções ortopédicas depende na maioria das vezes de exames complementares. Os principais exames que devem ser solicitados são os de imagem, como a Radiografia simples e/ou contrastada (mielografia), a ultrassonografia, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética. Pode haver a necessidade de se fazer exames laboratoriais como Hemograma, análises bioquímicas, dosagens hormonais, cultura e antibiograma, além de citologias, biópsias e histopatológicos, de acordo com a suspeita clínica.

As possibilidades de tratamento são diversas e deve-se fazer a opção de acordo com cada caso, associando-as, sempre que possível, para a melhora da qualidade de vida e bem estar do paciente, buscando o alívio da dor e a máxima recuperação da funcionalidade do organismo.

No tratamento conservador pode-se fazer o uso de medicamentos anti-inflamatórios, analgésicos, antibióticos e nutracêuticos (condroprotetores, complexos vitamínicos, minerais e aminoácidos), associado à reabilitação fisioterápica e acupuntura. Dependendo do caso, a intervenção cirúrgica torna-se indispensável, utilizando-se, muitas vezes, os implantes ortopédicos (pinos, placas, parafusos e fixadores externos) e enxertos ósseos. E em casos extremos, como de neoplasias malignas, é necessária a amputação de parte do corpo do paciente. Independente do tratamento a ser adotado, a colaboração do proprietário é de suma importância para o sucesso do mesmo.